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quinta-feira, 17 de maio de 2018

André Silva vs António Cabral

A história da Rivalidade


André Silva do Grupo Desportivo e Cultural do Casal do Sapo e o António Cabral da Junta de Freguesia de Casal de Cambra são os lutadores com a rivalidade mais forte nas Lutas Olímpicas com a realização de combates emotivos e equilibrados.

Conheça a história da sua rivalidade e os seus encontros.

André Silva de Azul e António Cabral de Vermelho realizam combates bastante emotivos e equilibrados. Foto: Luís Marques


Foi perto do final de 2016 que António Cabral de Casal de Cambra liderado pelo Luís Marques e André Silva do Casal do Sapo com o Luís Fontes se encontraram pela primeira vez, "frente a frente" no tapete. Dois lutadores já integrados nas Seleções Nacionais e com medalhas conquistadas, iniciaram uma rivalidade que, agora empolga todos os presentes nos torneios de Luta Greco Romana e na Luta Livre Masculina.

Nesse ano ambos se tornam Campeões Nacionais de Greco Romana, sendo o segundo título consecutivo do André em Cadetes e o primeiro do António, mas em Juniores e no geral.

O 1º combate entre ambos (salvo erro) foi no Campeonato Regional de Luta Livre Masculina de 2016 a 15 de Outubro, na categoria que o António Cabral estava a conquistar. André, ainda Cadete, sobe para a categoria em Juniores 66Kg para testar a sua garra de vencer e a invencibilidade do seu adversário. Este foi um combate bastante equilibrado e terminando a 8 a 6 no final do tempo regulamentar vencido pelo António Cabral.

O segundo combate teve desfecho diferente, no Campeonato Nacional de Luta Livre Masculina, passado 15 dias a 29 de Outubro, André tenta o "revange" contra o António nos Juniores 66Kg e aqui em três combates, já que na altura o Regulamento assim definia. O Regulamento dizia que quando dois lutadores se encontram na mesma categoria devem lutar duas vezes e ganha aquele que ganhar ambas, mas se um ganha um e o outro ganha o segundo o mesmo deverá ir a um terceiro combate. E assim foi, no primeiro combate o António vence por Grande Superioridade de 12 a 1, no segundo o André vence por Assentamento de Espáduas. O terceiro era decisivo para o apuramento do título de Campeão Português da vertente e aqui André ganhou por Grande Superioridade de 14 a 4. André Silva retira o título ao António Cabral que se preparava para revalidar o mesmo que ganhou em 2015.

Terminaram o ano com o "saldo" empatado de 2 a 2 em vitórias. Em termos de títulos e medalhas, o André foi Campeão Nacional das duas vertentes das Lutas Olímpicas e o António venceu o de Greco Romana. E ambos foram "senhores e donos" das suas categorias a nível nacionais e a internacional, o André conquistou três medalhas internacionais e o António conquistou uma.

No ano seguinte, 2017, ambos haveriam-se encontrar em três ocasiões, nos Campeonatos Nacionais de Luta Greco Romana e Luta Livre Masculina e na Liga Ibérica, um torneio internacional.

O terceiro encontro foi no dia 5 de Junho no Nacional de Luta Greco Romana e aqui depois de André ter roubado a primeira possibilidade do Cabral ser bi-Campeão, à segunda não conseguiu e assim o seu adversário revalida o título, vencendo-lhe na final por Grande Superioridade de 9 a 0.

O quarto encontro entre ambos, foi a nível internacional na Liga Ibérica a 17 de Junho. Nesta categoria denominada de sub20, se encontraram mais uma vez na final, já que os seus adversários, um compatriota e dois espanhóis, não foram capazes de travar as lutas destes dois internacionais. O vencedor desta categoria e nomeado Campeão Ibérico foi o André Silva que ganhou ao António Cabral por Grande Superioridade de 12 a 4.

A 28 de Outubro no Nacional de Luta Livre Masculina e na mesma categoria do anterior Nacional, onde o André lhe roubou o título e a revalidação, ambos encontraram-se nas meias-finais, André consegue revalidar o título na categoria que "roubou" ao António Cabral, nos 66 em Juniores, vencendo o combate por Grande Superioridade de 18 a 8, ou seja, um combate muito disputado. Tendo este combate ter sido nas meias-finais o Cabral ficou fora da final, mas chegou um seu compatriota o Julinho Dju, mas que não consegui fazer frente ao André e consagra-se bi-Campeão.

Aqui terminaram o ano o "saldo" de 2 a 1 para o André, sendo no global de 4 a 3 a favor do mesmo. Em questão aos títulos e medalhas, aqui os títulos nacionais dividem-se, o António Cabral ficou com o de Greco Romana e o André Silva com o de Luta Livre. A nível internacional, André conquistou duas medalhas internacionais e o António uma. Neste ano há mais um fator de rivalidade que entra no seio destes dois, as Competições por Equipas, como o Nacional e a Taça de Portugal, mas foi só o António Cabral que entrou em ambas, uma ficando como Vice-Campeão Nacional e na Taça de Portugal ficou pelas Meias-finais da Final-four perdendo para a Equipa de André Silva que não entrou por ser Cadete. Para recordar que o André Silva venceu o nosso Prémio anual do Wrestling All Star, intitulado de Prozis Campeão All Star 2017.

Neste novo ano, 2018, e com os Regulamentos a permitir (só nos Opens) a junção de Juniores e Seniores em um só Escalão Etário, denominado em Absolutos, André e António já se defrontaram por duas ocasiões, no II e no III Open de Portugal.

Mas no Campeonato Nacional de Luta Greco Romana não se quiseram encontrar, André ficou na sua nova categoria etária, em Júnior e sagra-se Campeão Nacional pela terceira vez em quatro anos, já o António Cabral perdeu o seu tri-campeonato, contra o lutador Mickael Borges, um Português emigrado em França que vem competir no Nacional e já representou a Seleção Nacional no Grand Prix da Espanha.

O sexto e o sétimo encontro entre ambos foram no escalão de Absolutos na categoria de 60kg. Ambos os encontros foram ganhos da mesma forma por Grande Superioridade e vencidos por cada lutador. Em Fevereiro, no II Open, o vencedor foi o André pelo resultado de 10 a 1 e em Abril, no III Open foi o António por 8 a 0.

Agora com um "saldo" de 5 a 4 a favor do André Silva o que poderá acontecer em meados de Maio no dia 20 em Chaves no IV Open de Portugal. Se eles se encontrarem, será que o António Cabral consegue igualar? Estamos cá para ver.

No entanto, até ao final da época devem-se encontrar por mais algumas ocasiões como IV e V Open de Portugal, no Campeonato Nacional Luta Livre Olímpica, na Taça de Lisboa, na Taça ALADS e no Grand Slam de Braga em nas competições por equipas o Nacional e a Taça de Portugal. E quiça no Circuito de Beach Wrestling.

Parabéns a ambos, já que estão a crescer mutuamente como grandes lutadores.
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