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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Mário Mascarenhas abandona os Tapetes

Mário Mascarenhas atleta da nossa nobre modalidade abandona as competições ao fim de 20 anos.

A sua última competição foi a Taça de Portugal 2014, onde alcançou coletivamente a Final da prova tendo a perdido pelo segundo ano consecutivo, pelo Silves Futebol Clube. Em 2013 perdeu para a Casa Pia AC e em 2014 perdeu com o CM União, que tinha vencido nas meias-finais no ano passado.

O Mário deixou no seu Facebook pessoal, uma mensagem que publicamos na integra: "Caro/as Amigos/as depois de mais um fantabolastico fim de semana replecto de emoções e competitividade ao mais alto nível e depois de ponderar os Prós e Contras, fecho um capítulo da minha vida desportiva nas Lutas Olímpicas e depois de 20 longos e duros porém ricos e proveitosos anos, ao serviço da Casa do Povo São Bartolomeu de Messines e Selecção Nacional - Esperanças e agora no Silves FC, com a consciência de missão cumprida e saio de cabeça bem erguida pelo percurso atribulado e respeitado com alegria redobrada de saber do meu valor enquanto atleta de Alto Rendimento, e preparado para outros desafios e novas metas tanto pessoais, e muito bem fundamentada como prova a fotos saio da mesma maneira que entrei com o(s) meu(s) 2º Lugar a serem dominantes nesta carreira de 2 décadas e a fechar com chave de ouro com a 2ª Final consecutiva na Taça de Portugal fase ao Campeão Nacional - Clube Musical União dos meus GRANDES amigos do coração - Mestre(s) Mário Lopes, Rui Soares & Kevin Scholle que me brindaram na minha festa de despedida dos grandes palcos de Atleta das Lutas com um grande espectáculo desportivo e de confraternização A LUTA CONTINUA & Simplesmente ADORO SER ETERNAMENTE FELIZ ★"

Mário Mascarenhas antes de dar a conhecer a sua intenção de que iria despedir-se dos tapetes, o Jornal Terra Ruiva, do Concelho de Silves, realizou uma entrevista que publicamos, ao atleta que agora mudará de funções.

Mário Mascarenhas - Das Lutas ao Ciclismo, breve percurso de um atleta messinense

A Volta ao Algarve de 2014, que há dias passou no nosso concelho, contou com a participação do
messinense Mário Mascarenhas.
O ciclismo é uma das paixões deste desportista que começou aos 11 anos na modalidade de Lutas Olímpicas na Casa do Povo de S. Bartolomeu de Messines, tendo integrado a Seleção Nacional. Hoje, com 31 anos, continua a praticar a modalidade de Lutas, e é ciclista na equipa do Ferrari Club Lisboa, participando em corridas/passeios por todo o mundo.
Mas há mais: é jogador de futsal, e pratica pesca, karting e ténis de mesa. No meio de tudo isto ainda encontra tempo para estudar e para ter um objetivo fundamental: "Ser um melhor Homem, feliz e realizado".

Participou este ano na Volta ao Algarve. Com que objetivo?
Participei na Volta ao Algarve deste ano de várias formas e com objetivos diferentes, nos cinco dias de competição. No primeiro dia, estive em Messines e Silves para fotografar a passagem dos ciclistas e conhecer pessoalmente o Campeão Mundial e Olímpico de Ciclismo para Deficientes, que acompanhava através das redes sociais e da televisão. Fui conhecê-lo em Silves, onde treinava. Na 2ª etapa, fui assistir à partida da corrida em Lagoa, e principalmente apoiar o nosso campeão mundial, Rui Costa. Á terceira etapa só assisti pela televisão e à quarta fui assistir o final. No último dia é que participei, de manhã fui fazer a corrida aberta aos Amadores, como eu, vindos de todo o país e estrangeiro. Fizemos o Passeio/Corrida da Volta, entre Tavira e Vilamoura. Esta participação dos amadores também é exigente, mas faz parte do desporto que amo e pude homenagear um dos meus ídolos, que é Joaquim Agostinho, fez agora 30 anos que houve aquela queda mortal, em Quarteira.

Quando é que começou a praticar desporto?
Pratico desporto de uma forma regular e principalmente de alto rendimento e alta competição desde 1994. Comecei ainda com 11 onze anos de idade, na modalidade de Lutas Olímpicas, na Casa do Povo de Messines. A minha Vila já tinha tradição nessa modalidade e ainda hoje tem, com grandes resultados a nível nacional. Gostava muito e destaquei-me logo, e toda a equipa, com títulos nacionais, regionais e internacionais, e com a participação na Seleção Nacional, em competições internacionais e com resultados razoáveis. 

Continua a praticar essa modalidade?
Sim, continuo a praticar e a competir, mas com menos brilho. Mas continuo a ser respeitado e a ser de alguma maneira uma referência para os jovens que se iniciam na modalidade.
No ciclismo comecei também em 1994, nas comemorações do 25 de abril organizadas pela Junta de Freguesia de Messines. Foi o meu avô materno que me seduziu para o ciclismo e ingressei pela União Desportiva Messinense (UDM) e Centro de Ciclismo de Loulé e Tavira. E regressei à UDM, como chefe de fila, até 2009, altura em que foi extinta essa secção do clube. Depois ingressei, e ainda continuo, na atual equipa do Ferrari Club Lisboa, estou como semi-profissional e tenho um calendário muito vasto e preenchido com corridas/passeios e encontros em todo o País, de norte a sul, e também em Espanha e outros países da Europa, e África do Sul, Estados Unidos e Brasil. Isto é para mim um motivo de orgulho, que me motiva imenso e que me faz continuar a crescer como atleta.

Também passou pelo futebol?
Tive na UDM uma experiência fracassada, como guarda redes, no ano em que os seniores subiram à 3ª Divisão Nacional, no célebre jogo em Monte Gordo. Mas atualmente pratico futsal, sou guarda redes, e com sucesso, na Casa do Povo, na Liga Inatel.
E também pratico, mas apenas como entusiasta e amador, sem interesse competitivo, as modalidades de pesca, karting e ténis de mesa, entre outros que faço mais esporadicamente e só por recreação.

E de entre todas essas modalidades, qual é a sua favorita?
É o ciclismo, sem qualquer dúvida.

Quais os seus projetos, para os próximos tempos?
A nível desportivo é continuar motivado e a motivar quem pratica comigo desporto de competição e alto rendimento a conseguirmos atingir os nossos objetivos. Ver também se consigo evoluir como atleta de ciclismo e futsal e ganhar experiência e novas competências para ajudar os jovens atletas. Ajudá-los a serem melhores atletas e melhores homens e mulheres em clubes e associações bem estruturadas e vocacionadas para a atividade desportiva, intelectual e social, para ficarmos todos a ganhar, e sermos melhores cidadãos, em Portugal e na nossa vila de Messines que tanto necessita de referências e de ídolos em várias atividades.

Além da prática desportiva também está a estudar?
Estou a fazer uma formação de vida ativa de nível 4, na área do Empreendedorismo, Turismo e Animação, em complemento ao Curso de Gestão de PMEs e Cooperativas e preparo-me para ingressar na Licenciatura e Mestrado em Gestão de Desporto ou Organizações Desportivas, em Lisboa, no próximo ano.

Que título lhe daria mais prazer alcançar?
O título para o qual luto todos os dias e me motiva é o de ser um melhor Homem, e ser feliz e realizado no meu trajeto de vida. E conseguir fazer com que o meu mundo se motive com o meu exemplo. Mas o que me daria mais prazer de alcançar seria uma condecoração dada pelo presidente da República, no dia 10 de junho. Isso iria dar-me um enorme orgulho.

Fonte: Entrevista Terra Ruiva
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