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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Tóquio 2020

Tóquio recebe Jogos Olímpicos de 2020 


Tóquio foi a cidade escolhida para acolher a edição dos Jogos Olímpicos de 2020, naquela que foi a primeira grande decisão da 125ª sessão do Comité Olímpico Internacional, que está a decorrer em Buenos Aires, capital da Argentina, até à próxima terça-feira. Este domingo foi decidido que, ao programa desportivo de 27 modalidades para a edição dos Jogos de 2020 e 2024, será adicionada uma 28ª modalidade: as Lutas Amadoras.

A capital nipónica foi a grande vencedora da segunda ronda de votação, frente à cidade turca de Istambul. Tóquio recebeu 60 votos contra 36 de Istambul, na derradeira votação. Na primeira votação, Madrid e Istambul empataram a 26 votos, contra 42 de Tóquio. No desempate, a cidade turca recebeu 49 votos, apenas quatro mais do que Madrid.

Para garantir a organização da XXXII Olimpíada, Tóquio prometeu uns Jogos em que a maioria das competições terá lugar num curto raio de oito quilómetros e onde se destaca a forte componente tecnológica. Sob o lema "Descobrir o amanhã", a capital do país do sol nascente garante que todas as infraestruturas serão de fácil acesso, através de um moderno sistema de transportes, com energia limpa.

Das 37 instalações propostas, quinze já se encontram em funcionamento, onze serão novas e onze terão caráter temporário. O Estádio Olímpico terá capacidade para 80.000 lugares e será sediado no local onde foi construído o estádio que acolheu a edição dos Jogos em 1964, naquela que foi a primeira edição de sempre do evento no continente asiático. O orçamento apresentado para a organização dos Jogos é de 2,6 mil milhões de euros, que sobe para 6,3 mil milhões de euros se forem incluídas as infraestruturas.

Tóquio vai receber pela segunda vez uns Jogos Olímpicos de verão, depois de ter sido em 1964 a sede do evento, tendo tido também a organização do evento em 1940, mas acabou por ser cancelado devido à II Guerra Mundial. Sapporo, em 1972, e Nagano, em 1998, foram as outras duas cidades japonesas que acolheram o maior evento multidesportivo do mundo, mas em edições de inverno.

Será o regresso à Ásia dos Jogos Olímpicos depois de uma inesquecível organização chinesa, em Pequim, há cinco anos, em 2008.

O Presidente do Comité Olímpico de Portugal, José Manuel Constantino, acredita no sucesso da organização. "É o regresso à cidade asiática que acolheu, pela primeira vez, uns Jogos Olímpicos no continente, em 1964. Tóquio reúne todas as condições para acolher os Jogos, uma vez que é, não só a maior cidade do mundo, como reúne infra-estruturas e condições económicas que permitirão uma edição inesquecível. Será por certo um evento marcado pela tecnologia, o que garante uma enorme atractividade e espectacularidade. É também uma decisão importante pois permitirá ao Japão continuar a recuperar da catástrofe que assolou recentemente o país, com o tsunami que devastou várias áreas do país do sol nascente.

Sem dúvida que, para Portugal, esta escolha representa um avultado custo com deslocações e uma necessidade maior de adaptação ao clima e à diferença horária, comparativamente com os restantes candidatos. No entanto, estamos certos de que será um desafio a diferentes níveis que iremos superar com êxito."

Após esta primeira grande decisão, já este domingo, foi decidido que a 28ª modalidade do programa oficial para os Jogos Olímpicos de 2020 e 2024 serão as Lutas Amadoras, que assim levou a melhor ao basebal/softbal e squash, que eram as outras duas modalidades na lista restrita proposta pela comissão executiva do COI.

As Lutas Amadoras são uma das mais antigas modalidades do programa dos Jogos Olímpicos, fazendo parte até dos programas olímpicos da era antiga, desde 708 a.C.


SEIS CANDIDATOS PARA UM LUGAR

Outro dos momentos mais importantes desta 125ª sessão do COI será a eleição do novo presidente da instituição, que sucederá ao belga Jacques Rogge, que exerce o cargo desde o ano de 2001. O eleito será o nono presidente da mais importante instituição desportiva mundial, perfilando-se seis candidatos para o lugar. Thomas Bach, de 59 anos, foi o primeiro a avançar, no passado mês de maio. Bach é o atual presidente do comité olímpico alemão, tendo sido campeão olímpico de esgrima por equipas, em 1976. Conta com um longo percurso no dirigismo desportivo, sendo também vice-presidente do COI. Outro dos candidatos é um nome incontornável do olimpismo, o ucraniano Sergey Bubka, de 49 anos, que ainda hoje é recordista do salto com vara. Bubka está ligado ao dirigismo desportivo, desde 2000, tendo iniciado este percurso no COI, como representante dos atletas, logo após o abandono da competição, sendo atualmente vice-presidente da Federação Internacional de Atletismo.

O suíço Denis Oswald, de 66 anos, jurista e antigo remador olímpico, nos anos 60 e 70, é outro dos candidatos, sendo atualmente o Presidente da Federação Internacional de Remo. Com a mesma idade, Ching-Kuo Wu de Taiwan, Presidente da Federação Internacional de Boxe, é outro dos nomes em cima da mesa para suceder a Rogge. Fecham a lista Ser Miang Ng, de Singapura, de 64 anos, membro da Comissão Executiva do COI, e o porto-riquenho Richard Carrion, de 60 anos, Presidente da Comissão Financeira do COI, que é o único dos candidatos sem passado ligado ao desporto como atleta.

Para além da escolha do o nono presidente do COI, a assembleia elegerá também um vice-presidente e um novo membro da comissão executiva.

Acompanhe em direto a 125ª Sessão do Comité Olímpico Internacional através deste link e conheça na hora as grandes decisões do Olimpismo (as horas de transmissão no link são locais, menos quatro horas que em Portugal Continental)

Fonte: COP
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