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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Portugal pondera candidatura à organização dos Surdolímpicos 2021

O secretário de Estado do Desporto e Juventude, Emídio Guerreiro, vai estudar a apresentação de uma candidatura portuguesa à organização dos Jogos Surdolímpicos de 2021, uma competição multidesportiva que junta cerca de 5.000 atletas.

"Vamos ponderar o desafio que nos foi feito pela organização para acolhermos os Jogos em 2021, temos todas as infraestruturas para isso", disse Emídio Guerreiro à agência Lusa, em Sófia, onde assistiu a provas de atletas portugueses nos Jogos Surdolímpicos 2013.

O governante considerou que o evento "é uma excelente forma de internacionalizar a economia do desporto", acrescentando: "estamos a oito anos desses Jogos, a crise está a passar".

"Comparando com outras grandes competições, os custos deste evento não serão elevados, uma vez que temos todas as infraestruturas", disse Emídio Guerreiro, admitindo que a maior parte das 18 modalidades do programa surdolímpico podem ser disputadas no complexo do Jamor, em Oeiras.

De acordo com o governante, uma competição como os Jogos Surdolímpicos, que "movimenta cerca de 10.000 pessoas", será importante "não só pelo dinamismo local, mas também pelas expectativas de utilização dos centros de alto rendimento".

O secretário de Estado, que esteve menos de dois dias em Sófia, explicou ter sido desafiado pelo Comité Internacional de Desporto para Surdos (ICSD), que desde 1924 organiza a competição, a apresentar uma candidatura à organização do evento, que em 2017 vai decorrer em Ancara, na Turquia.

"Temos um 'know how' organizativo reconhecido internacionalmente. Os responsáveis do ICSD disseram-me, aqui, que o mundial de natação para surdos realizado há dois anos em Coimbra foi o melhor de sempre", disse.

Segundo o governante, o orçamento de Ancara para a organização dos Jogos Surdolímpicos de 2017 "ronda os 30 milhões de euros, mas contempla a construção de algumas infraestruturas, das quais Portugal já está dotado".

Emídio Guerreiro garantiu que um eventual projeto de candidatura será preparado e articulado com o Comité Paralímpico de Portugal e com a Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência.

A candidatura à organização dos Jogos Surdolímpicos de 2021 terá de ser formalizada em 2015, sendo a decisão da cidade sede anunciada em 2016.

A organização da 22.ª edição, que termina no domingo em Sófia, foi inicialmente atribuída à Grécia, que há dois anos anunciou a sua indisponibilidade devido a problemas económicos.

A cidade de Budapeste disponibilizou-se a acolher o evento, mas desistiu a menos de um ano da competição, que acabou por ser "transferida" para a Bulgária.

As lacunas organizacionais, nomeadamente ao nível dos locais que acolhem as competições, têm sido evidentes na presente edição dos Jogos Surdolímpicos, que em 1993 se realizaram também em Sófia.

Os Jogos Surdolímpicos, que são o segundo evento multidesportivo mais antigo do Mundo, tiveram a sua primeira edição em 1924, e realizam-se de quatro em quatro anos.

O evento é organizado ICSD, criado em 1924 e que em 1955 foi admitido pelo Comité Olímpico Internacional como federação internacional.

Para participar nos Jogos, cujo programa atual contempla 18 modalidades, os atletas devem ter perdido 55 décibeis no seu "ouvido melhor", não sendo permitido o uso de quaisquer aparelhos ou implantes auditivos.

Portugal soma em Sófia a sexta participação em Jogos Surdolímpicos, tendo conseguido até hoje um total de 11 medalhas (cinco de ouro, três de prata e três de bronze).
Fonte: Notícias ao Minuto
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