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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Fórum da luta – Perspectivas? Quais?

Apresentam-se deveras difíceis as perspectivas de desenvolvimento em qualquer das vertentes pelos seguintes motivos:

Associações; desde a sua formação e dadas as dificuldades que no passado sempre se apresentaram para activar uma secção e, considerando o actual momento, é cada vez mais uma tarefa quase impossível, nomeadamente pela redução de verbas, falta de meios humanos na área técnica e porque os clubes não querem investir em actividades que só lhes trazem custos. (As secções dos clubes não são auto-suficientes)

Treinadores: são sempre as mesmas preocupações porque normalmente as secções funcionam às suas costas… tem de treinar os praticantes, tratar das inscrições, inspecções médicas, montar tapetes, transportes, equipamentos, pouco apoio das direcções, vai às assembleias porque os directores se estão marimbando para elas, despendem 3 dias por semana para os treinos, acompanham os atletas aos eventos, e acima de tudo, aturar os filhos dos outros, não passam por acções técnicas continuadas para melhorarem as suas performances e nem existe qualquer tipo progressão ou promoção como no judo ! (poucas ou nenhumas compensações)

Árbitros: já não temos árbitros excepcionais, vão aos eventos quando podem ou querem, não passam por acções técnicas continuadas para melhorarem as suas performances e não se vislumbram grandes possibilidades de novos árbitros internacionais! Aliás, por motivos diversos só alguns conseguem…principalmente se pertencerem a um determinado clã!

Atletas: elemento fundamental neste processo tiveram num passado ainda relativamente recente, principalmente aqueles que treinavam nos seleccionados recebiam subsídios e prémios que os motivava, proporcionavam algum desafogo financeiro e serviam de (isco) para os que esperavam também pela sua oportunidade.

Quais as perspectivas actuais? Para além dessa desmotivação, também e quando vão aos eventos muitos deles não lutam por falta de adversários, eventos de longa duração e por vezes com prémios completamente insignificantes…algumas medalhas são o exemplo.

Treinadores Nacionais: De momento sem qualquer perspectiva…não tem staff em quantidade para treinar, a logística para os treinos é demasiado distante do centro da cidade, continuam a perde tempo (a ensinar muitos dos praticantes que são chamados aos trabalhos das selecções) dadas as insuficiências dos treinos nos clubes (É neste caso que os estágios são fundamentais porque permitem uma participação alargada e as reciclagens para os treinadores) Todos devem ser estimulados, incentivados e motivados!

FMH: o meritório trabalho que tem vindo a ser desenvolvido nesta instituição com enorme empenho do Prof. Paulo Jorge Martins, não me parece que tenha tido ainda por parte da Federação a merecida atenção! Não tenho conhecimentos que hajam licenciados em actividade no âmbito da modalidade federada! Provavelmente será uma tarefa inglória (Prof. Luís Fontes, parece-me ser a excepção – não se sabe ainda por quanto tempo)

- Nem a Federação nem as Associações tem capacidade nem força jurídica para terem poderes de intervenção na vida dos clubes ou outras instituições porque são autónomas.

Não dependem de subsídios de qualquer das entidades nem mesmo quando recebiam!  

Não são criticas, apenas considerações!

Fonte: Orlando Gonçalves
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