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quarta-feira, 1 de abril de 2009

O “CL Bastos” conquistou a organização do evento

História do Clube de Luta do Bastos


A prova mais importante de calendário nacional em termos individuais, denominada por Campeonato Nacional Individual de Luta Greco Romana e Luta Feminina, realizou-se no Pavilhão Municipal da Quinta do Conde – Sesimbra, dia 19 de Abril.

O evento que estava destinado para ser feito este ano no Algarve, o “Clube de Lutas do Bastos”, através do seu presidente José Bastos, que também acumula as funções de treinador em parceria com o Prof. Luís Fontes, conseguiram igualar as condições oferecidas pelo Sul e convencer a Federação Portuguesa de Lutas Amadoras em realizar o campeonato no Distrito de Setúbal.

Conseguidos os apoios da Federação, da Associação de Setúbal, da Câmara Municipal de Sesimbra com 6.900,00 euros e do comércio da Freguesia da Quinta do Conde, o clube organizador sediado nesta Vila, fundado a 5 de Julho de 2007, conseguiu igualmente que este campeonato tivesse honras televisivas através da RTP2 e da TV Record que deram ao evento uma projecção a nível nacional e internacional.

José Bastos, de 45 anos de idade, profissional da Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação de Setúbal na Área Social e a viver há largos anos na Quinta do Conde, entrou nas Lutas Amadoras por culpa dos seus filhos que um dia lhe disseram: - «O pai em vez de estar no computador devia estar connosco e ajudar o treinador António Silva!».

O técnico António Silva foi quem trouxe a modalidade para o Grupo Desportivo e Cultural do Conde 2 (GDC Conde 2), na Quinta do Conde, e aceitou de bom grado esta preciosa ajuda. Esta decisão fez com que José Bastos se tornasse dirigente, praticante e viu necessidade por vontade própria de tirar o curso de árbitro e de treinador da modalidade.

Foi desta forma que se deu o início da carreira deste homem no mundo da luta que permaneceu no GDC Conde 2, durante 4 anos como técnico-adjunto do “mestre” Fernando Carreira. A sua saída deste clube, segundo José Bastos deveu-se ao facto de «terem existido alguns atritos com a verba angariadas (3.000 euros) para a modalidade das Lutas e cujo objectivo era serem investidos na aquisição de fatos de treino para os atletas e como não veio a acontecer fiquei triste com a atitude e abandonei o clube».

De seguida fomentou a modalidade das Lutas Amadoras na União Desportiva e Recreativa da Quinta do Conde (UDRQC), na Conde 1, que segundo afirma «fui eu que propus à direcção a implementação da modalidade a custo zero, que veio a acontecer sem que tivesse dado qualquer despesa ao clube e em contrapartida deu-se uma projecção ao clube de âmbito distrital e nacional», adiantando que «só não fiquei satisfeito quando me foi proposto que cobrasse dinheiro aos atletas e o meu subsidio como treinador oriundo da CM de Sesimbra que ficasse para o clube».

Esta atitude do clube para com o José Bastos, conforme nos confidenciou lamentando-se, «deixou-me triste e resolvi sair, para além de muitas das vezes estar 3 dias à espera que os directores me assinassem uma simples inscrição de um atleta».

A postura dos clubes por onde passou levaram-no a criar o seu próprio clube, o “Clube de Lutas do Bastos” que movimenta 68 atletas e que fazem o seu treino diário repartido entre no Pavilhão da Escola Básica Integrada e no Pavilhão Municipal da Quinta do Conde. A ideia de formar um clube teve como referência um colega espanhol que possui o “Club de Lucha Milu” e que trabalha com muitas escolas na nossa vizinha Espanha.

A grande lacuna segundo José Bastos deve-se ao facto de não puder usufruir das verbas de publicidade porque o clube não possui pavilhão ou sala de desporto próprio.

As deslocações dos atletas é assegurada pelos pais e em certos casos pela Associação de Lutas Amadoras de Setúbal, que José Bastos lamenta neste momento «encontrar-se demissionária e só ter um Director Técnico Regional que vai dando o apoio e assegurando o andamento dos processos».

Fonte: Notícias da Zona
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