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sábado, 6 de dezembro de 2008

Oposição da Câmara condena alienação do Complexo da Lapa

ALEGA QUE HÁ POUCOS EQUIPAMENTOS DESPORTIVOS

Os partidos da oposição na Câmara de Lisboa condenam a alienação pelo Estado do Complexo Desportivo da Lapa, sublinhando que a cidade carece de equipamentos desportivos.

O vereador da lista Lisboa com Carmona e ex-vereador do Desporto, Pedro Feist, afirmou que no mandato anterior propôs ao secretário do Desporto que a autarquia passasse a gerir o equipamento.

Segundo Pedro Feist, essa gestão municipal passava pela continuação das federações de esgrima, judo, ténis de mesa, kickboxing e lutas amadoras, que utilizam o espaço. "O senhor secretário de Estado achou muito boa ideia", sublinhou Feist.

O vereador social-democrata Fernando Negrão afirmou à agência Lusa que, "se efectivamente a alienação for para concretizar", o PSD fará uma proposta para que a Câmara "acautele que aquele espaço terá como único e exclusivo fim a actividade desportiva".

Questionado sobre a possibilidade de a autarquia assumir a gestão do espaço, Negrão considerou que "é uma possibilidade a considerar", sendo a "questão central preservar o local para a actividade desportiva numa cidade que tem poucos equipamentos desportivos".

A vereadora comunista e antiga vereadora do Desporto, Rita Magrinho, qualificou de "inaceitável" que "no espaço de uma semana, o Governo acabe com dois equipamentos desportivos em Lisboa", referindo-se também ao Pavilhão Carlos Lopes, que irá acolher o Museu do Desporto.Rita Magrinho teme que mesmo que o Plano Director Municipal (PDM) não altere o uso daqueles terrenos, e não possa haver um negócio imobiliário, o complexo outrora a "prestar um serviço público" poderá vir a acolher um "equipamento desportivo mas privado".

A vereadora comunista sublinhou que o complexo desportivo do Casal Vistoso é o único em Lisboa que permite a prática de modalidades federadas.O vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes, afirmou quarta-feira em comunicado que "existe um consenso generalizado na Câmara Municipal de Lisboa de protesto sobre a actuação do Estado perante este assunto".

Contactado pela agência Lusa, o gabinete da Ministério das Finanças explicou que, "após indicação do IDP, o Estado autorizou a respectiva celebração do contrato promessa de compra e venda com a ESTAMO" e que o destino do imóvel ainda "está a ser estudado pela empresa".

De acordo com o "site" oficial do ministério, a alienação dos terrenos aconteceu em 2007, por um valor de 9,1 milhões de euros (valor líquido de 8,4 milhões de euros).

Fonte: Record
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