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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Lutas Olímpicas - O que são?

Modalidade Olímpica 

A Luta Olímpica é um desporto individual que pode ser praticado por indivíduos de ambos os sexos e ao contrário da maioria das modalidades, a Luta não favorece nenhuma altura, nenhum peso, nenhum tamanho, nenhuma raça, nenhuma classe social em particular, e não requer uma acuidade visual ou auditiva de exceção. 

A história da Luta é tão antiga quanto a história do Homem. A Luta, enquanto modalidade desportiva, aparece sempre de braço dado com os Jogos Olímpicos, quer na Antiguidade Clássica, quer na Era Moderna. 

A Luta Olímpica tem uma história fascinante com raízes profundas em virtualmente todas as grandes culturas do planeta. Provas encontradas por todo o Mundo indicam, sem margem para dúvidas, que a Luta é o desporto mais antigo praticado pelo Homem. Pinturas rupestres e gravações na pedra encontradas em França e com 15 mil anos de idade mostram formas primitivas de competições de Luta. A Luta Olímpica foi mais tarde muito popular nas culturas grega e egípcia, sendo prevalente na arquitetura de muitos templos. Existem registos de resultados de combates no Japão datados de 22 AC. 

Logo na criação em 1896, a Luta tornou-se um parceiro histórico e inseparável dos Jogos Olímpicos, remetendo para os combates de lutadores untados de óleo e areia nos Jogos da Antiguidade por volta do ano 700 a.C. 

O estilo greco-romana pura e simplesmente encarnou a forma de lutar dos antigos gregos e romanos. Oito anos mais tarde, foi incluído no programa um novo estilo, chamado de Livre, de onde nasceu no começo do século XX uma atividade profissional para lutadores de feiras e festivais, muito apreciado na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. 

A modalidade, Lutas Amadoras, tem dois estilos: estilo livre e greco-romano. No estilo greco-romano, é permitido agarrar da cintura para cima, enquanto no estilo livre é permitido agarrar em todo o corpo. Os combates para ambos os estilos são de duas partes de três minutos cada, com um intervalo de 30 segundos. Durante o combate, um assentamento de espadas é quando um lutador mantém seu oponente no chão com as costas bem fixadas no chão durante pelo menos dois segundos. O árbitro reconhece e regista a queda, apita ao mesmo tempo que bate com a mão no tapete. O lutador que tiver o maior número de pontos é declarado vencedor. Se, a qualquer momento, a diferença de pontos entre os concorrentes for mais do que 10, o jogo é interrompido e o vencedor é o lutador que mantém a liderança. Se no final da primeira metade do combate, nenhum lutador tiver ganho um ponto, após o intervalo de 30 segundos, os dois lutadores começam no centro do tapete “apertados” (por outras palavras, abraçam-se em torno do peito, as mãos entrelaçadas atrás das costas do oponente de forma a que um passa a mão sobre o ombro do oponente e a outra debaixo do braço). 

Após o sinal dado pelo árbitro, cada lutador tenta derrubar o seu adversário, ganhando, um ou mais pontos. Se não ocorrer uma queda ou uma diferença de 10 pontos entre os dois lutadores, é declarado vencedor quem tiver mais pontos, no mínimo de três pontos. Se, durante o tempo do combate, nenhum dos dois jogadores pontuar o mínimo de três pontos, passa para tempo extra e termina quando um dos lutadores atinge os três pontos. Se durante o tempo extra nenhum atleta chegar aos três pontos, regista-se a pontuação presente até ao momento. E se estiverem empatados (ex. 0-0 ou 1-1), tanto as faltas como as advertências são tidas em conta, a fim de chegar a um resultado final. São atribuídos pontos técnicos de acordo com a dificuldade da técnica, da seguinte forma: É atribuído um ponto, quando um lutador que se encontra em baixo do adversário consegue executar a “inversão” e ficar por cima. São atribuídos dois pontos, quando se consegue derrubar o adversário ficando inicialmente de lado e posteriormente de costas através de uma ponte. São atribuídos três pontos, quando se consegue fazer rodar as costas do adversário no tapete mais de 90º. Por fim, são atribuídos cinco pontos, quando o atleta num movimento levanta o adversário e atira-o de costas para o tapete, sendo mais comum na greco-romana do que na livre. A

 área de luta é um tapete quadrado ou octogonal que mede 12 m de cada lado. Existem dois círculos concêntricos, no meio do tapete, um pequeno e um maior. O grande tem um diâmetro de 9 m, enquanto o mais pequeno tem um diâmetro de 7 m e constitui a "área central de luta ". A área formada entre o círculo menor e maior é a zona "passiva", que é vermelha e tem uma largura de um metro. Os dois cantos opostos do tapete têm as cores respetivas (vermelho e azul) do fato do atleta. 

Luta Olímpica em Portugal

A Federação Portuguesa de Lutas Amadoras constituiu-se em 1925, então com a denominação de Federação Portuguesa de Atlética e Luta.

A Federação Portuguesa de Lutas Amadoras foi criada em 1925, mas as lutas amadoras já conheciam um grande desenvolvimento no país desde finais do século XIX e foi um dos desportos que representaram Portugal na estreia, em 1912. 
No período pós 25 de Abril, foi incluída entre os 16 desportos do Plano de Desenvolvimento Desportivo e quatro anos mais tarde já havia mais de quatro mil atletas em atividade, a coincidir com uma delegação de três atletas aos Jogos de Montreal-76. Mais tarde voltou a verificar-se uma quebra, mas a partir de 1990 ganhou novo alento com a inclusão nos programas curriculares do ensino básico e secundário. 

No total, foram 15 os lutadores portugueses em dez edições diferentes dos Jogos Olímpicos, incluindo Luís Vieira Caldas que participou nos Jogos de 1960 e mais tarde em sucessivas edições como prestigiado árbitro. 

Hugo Passos corporizou o regresso de Portugal depois da ausência nos Jogos de Sydney, tendo sido a última participação portuguesa.

Fonte - Comité Olímpico de Portugal 
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